segunda-feira, 8 de junho de 2015

"Escolhe o que a vida tem de melhor"

Rir. Talvez seja mesmo a coisa mais importante nesta nossa humilde existência. Para mim significa total felicidade. É tão bom voltar a rir desta maneira. Sentir o gozo duma boa piada na pele. Sempre procurei felicidade como esta e andava completamente às escuras na minha busca. Agora percebo que não significa que preciso de alguém ao meu lado que ma dê. É felicidade que só depende de mim mesma. Quem me dera ter encontrado esta fonte da juventude mais cedo. Aliás, quem me dera ter de facto procurado mais cedo. Estava antes demasiado preocupada em encontrar uma relação que me satisfizesse a necessidade de ser feliz.
Finalmente percebi que a felicidade vem primeiro e a relação depois. Tenho os meus defeitos, os meus tiques, as minhas manias, mas amo-me a mim mesma. Vivo comigo há demasiado tempo para não me acostumar ao meu sinal na coxa esquerda, à minha cicatriz no umbigo ou ao meu riso estranho de quando estou realmente em plenitude comigo mesma. Eu amo viver e, se há dois anos atrás, queria que tudo acabasse, neste momento não podia estar mais oposta a essa hipótese (que já nem uma hipótese é!)!
Viver sozinha para mim agora é como mel, é doce e faz-me bem. Se antes tinha medo de estar sozinha com os meus pensamentos, agora ando nos percursos de autocarro mais longos só para apreciar a paisagem enquanto me regalo com a minha mente em introspeção.
Jurava que era impossível chegar a esta serendipidade (sim, cadeira de investigação, isto eu decorei! Pena que foi mesmo só isto!). Muitos sonhos meus não se tornaram realidade e, mesmo assim, ninguém me pára. Encontrei novos, reformulei as minhas ideias e aqui estou eu, numa serenidade incrível, neste estado zen. 
Adoraria passar a mensagem a todas as pessoas que andam de rastos porque mais uma relação foi por água abaixo, porque mais uma coisa na vida correu mal e parece tudo impossível. Na realidade, só parece... Desistir é para quem não tem força de espírito suficiente para lutar pelo que quer e pelo que necessita. 
E assim acabo este post com a frase da publicidade que eu mais aprecio neste momento: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?".

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