sábado, 21 de novembro de 2015

Amor ou religião?: Abre os olhos!

Apetece-me gritar com toda a força passível de existir nos meus pulmões. Este mundo endoideceu... Ao ponto de duvidarem de pessoas de bom coração só porque têm fé. Dói-me que isso seja possível. Dói-me o coração por o ódio estar tão perto. Sou jovem, pouco vivi, mas ingenuidade nunca foi dos meus traços mais fortes. Sei olhar para o coração de alguém e ver o amor que de lá emana. Então porquê? Porque é que outros não o fazem também? Porque é que matam primeiro e fazem as perguntas depois? Desde quando é que uma roupa diz quem a pessoa é? Desde quando é que ter fé é uma coisa má? Desde quando é que outras religiões não podem amar como as nossas próprias?
Uma vez vi um vídeo que dizia: "os seres humanos nascem com todo o potencial de virem a ser grandes génios, mas o mundo tudo fará para os emburrecer, cabe a nós não o deixarmos acontecer". 
Exato, cabe a nós impedirmos que todo este grande mundo lá fora nos faça burros, nos faça odiar quem nos rodeia, nos faça dar rótulos a quem é outro humano como nós.
Eu já fui alguém com uma grande fé. Uma fé cristã católica, alguém que seguia tudo à risca e se achava melhor que outros por trabalhar pela minha fé. Mas eu não era ninguém, continuava com a mesma infância atormentada, com a mesma família distorcida e sem respostas às minhas perguntas. Eu era infeliz. A religião nada fez por mim, não me tirou o medo, não me satisfez, nada... Então, pouco a pouco, deixou de existir. A minha própria mãe me julgou por isso, odiou a pessoa em quem me estava a tornar e pouco a pouco foi desistindo de mim. Ela própria tinha mais ódio dentro dela do que muitas outras pessoas encarceradas. E foi minha missão tirar-lhe as palas que tinha nos olhos quando via o mundo. Tudo a tentava emburrecer sem ela dar conta. E eu abri-lhe os olhos.
Ainda hoje ela pouco vê, não consegue compreender porque amo alguém que os outros entitulam de terrorista. Mas ela nesses momentos, abre mais os olhos e esquece o ódio. Isto era até os supostos atentados franceses terem acontecido. Nisto, ela fechou-os totalmente para não se aperceber das verdades à sua volta. Custava muito ver tudo com claridade. Fechou as palas de novo e lentamente fechou a porta entre as duas.
Então pergunto novamente: porque é que as outras religiões não podem amar como as nossas próprias?
Eu desisti da religião por um motivo muito simples: ensinavam-me a amar, mas davam-me ódio como se isso passasse por amor. Hoje, acredito no que sinto, apenas isso. Não há Deus, não há ódio, não há sede de vingança. Eu amo alguém com outra religião, sim, orgulho-me disso. Mas não é por isso que vou mudar de ideais. Porque todas as religiões têm os seus defeitos e eu dei-me ao trabalho de descobrir isso por mim própria e não acreditar numa suposta imagem que me é recebida pelas notícias na televisão.
Então pessoas? O mundo quer-vos fazer burras, vão deixar?

sábado, 17 de outubro de 2015

Pensamentos cá dentro

Estou de coração pesado de tanto sentimento. Juro que nunca senti tanto dentro deste pequeno órgão como sinto hoje. A minha professora diz que estou em taquicardia com um coração tão acelerado. Talvez o seja por esta enorme confusão estar cá dentro. Quando olho para ti, sou feliz. Quando discuto contigo, não o sou. Quando me olhas como se me visses por dentro, o meu coração sorri, mas quando nem olhas para mim de tanta mágoa, ele quer desmanchar-se logo ali.
Parece um enorme cliché dizer que é a primeira vez que me sinto assim, mas, se então não posso usar clichés, como descrevo o nosso conto de fadas? Sim, está bem que a Cinderela nunca discutiu com o seu príncipe, só que, verdade seja dita, ela nem o seu príncipe conhecia como eu te conheço a ti. Eu sei como és teimoso e, ao mesmo tempo, carinhoso, como amuas quando digo algo sem pensar e como os teus olhos sorriem quando digo que te amo. No entanto, traz-me a maior felicidade poder dizer que tive algumas das coisas que só mesmo princesas da Disney poderiam ter: dançar no meio da rua à noite, sem qualquer tipo de melodia, ou beijar à chuva com o maior tonto à face da terra.
Tu fazes-me feliz. Não te escolhi à toa, se procurasse no dicionário, a tua fotografia estaria por baixo da palavra felicidade. Lá estou eu novamente com lamechices, perdoa-me. Neste momento, pensa mais o meu coração que o meu cérebro. Obrigada por tudo o que fazes por mim, sinto que não to digo vezes suficientes: eu preciso de ti na minha vida e obrigada por me teres escolhido de volta.
A distância impede-me de estar contigo a cada segundo que passa, mas não me impede de, em todos esses segundos, te amar com tal intensidade que o meu coração explode (não em pedaços, tu nunca me deixarias o coração despedaçado). 
Preciso de ti como preciso de água, como preciso de ar para viver. Quando toda a gente duvida, eu sorrio, lá sabem eles que tipo de alegria é esta que me vem no peito, que satisfação me dá poder dizer que sou tua e que tu és só meu. Eu amo-te com todas as letras, com todos os significados e com todos os sinónimos. 
Desistir é morrer, toda a gente que desiste de amor só porque há obstáculos vive a maior das ilusões, não é a distância que mata o amor, é a falta de amor que faz a distância. Perguntem-me as vezes que quiserem, preferia esta felicidade a alguém aborrecido à minha frente. Tenho o orgulho de poder dizer que, para mim, encontrei o amor da minha vida e que farei de tudo para nunca o deixar sair das minhas mãos. 
Parece que afinal, o destino até gosta um pouco de mim, mil agradecimentos!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Promessas em vão

Não consigo mais, é-me fisicamente impossível. Tenho o coração frio de tanta tapa emocional que recebi de surpresa. Que justiça é esta? Sempre fiz o que achava melhor, sempre fui fiel às minhas crenças e mergulho de cabeça, consciente que me posso magoar severamente. No entanto, não há vez  nenhuma de eventos afortunados ou felicidades duradouras. 
Quero paz... de espírito! Será pedir assim tanto que o que vem dure? 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Amor, está tudo bem...

Vi-o olhar para mim, carinho naqueles olhos doces. O passado batia à porta, novamente... Não era justo para ele, nunca foi. Sempre me entregou tanto que acho injusto eu entregar-lhe os meus problemas. "Deixa-me falar com ele" - ele disse - "eu resolvo isso por ti". Neguei. Os meus problemas resolvia eu. Mas não deixava de amar a consideração que ele me dava. Amor agora significa tanto quando olho naqueles olhos. E, quando vejo dor, despedaça-me o coração por dentro, tremem as minhas mãos dos nervos. Quero que nunca mais tenhas de te preocupar com isto. Quero poder apagar o passado, mas, esse, já vai longe, ninguém o apaga. 
Mesmo assim, resolvo eu. "Não precisas de te preocupar, vou meter o passado no sítio onde pertence". Olhou para mim, fixou-me e pensou. Assentiu com aquela sua cabeça pensadora e não disse mais nada. 
E assim o fiz. Remeti o passado para aquele poço sem fundo, livrei-me das preocupações... O que o passado não percebe é que agora sou feliz e ele só quer remexer as águas que querem ficar paradas. 
Encontrei tudo o que procurava durante a minha existência: a minha alma gémea. E ninguém separa almas gémeas, nem o passado nem o presente. Sim, porque o futuro fazemo-lo nós. 
Curioso como ele disse: "Um dia quero casar contigo!" e, para minha surpresa (que casamento sempre foi uma abominação para mim), respondi-lhe: "Pois nesse dia direi sim".
Ele é o meu sorriso, o bater do meu coração, a minha respiração ofegante e os meus pensamentos turbilhantes. Ele é tudo o que nunca encontrei antes. Não há sequer a hipótese de um fim, ele já faz parte de mim.
Por isso, passado, fica no passado e deixa o meu presente fazer-me feliz porque tu foste só mais um, enquanto que ele é o Tal.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Lisboa menina e moça

Aprendi a viver com a solidão como um cão pontapeado. Não foi por escolha, mas cá me habituei. A solidão não é o simples processo de afastar as pessoas à nossa volta. É tão mais ou, se não, diferente disso. Aprendi a fazer tudo duma maneira autónoma e automática. Há coisas que ainda me transcendem, mas viver sozinha não é o bicho de sete cabeças que toda a gente descreve. A liberdade (que deixou de ser condicional por falta de papás) começou por ser como uma droga viciante mas, com o tempo, passa a ser tão monótona como tudo o resto.
Cozinhar todos os dias é que demonstrou ser uma tarefa mais árdua já que a preguiça fala mais alto. Mas à falta de dinheiro para cheffs… Lá me tornei eu numa!
A limpeza da casa podia ser pior, claro que custa, claro que a preguiça continua a ter voz em tudo, mas lá se vai fazendo, todas as semanas ou à necessidade da mesma. Podiam dizer que o pior seria limpar o dito WC imundo, mas não, a cozinha esgota uma pessoa pelos seus cantos e recantos, fogão e frigorífico, bancadas, mesas, chão. Que chatice, mas lá se faz!
Nunca hei de mudar a opinião que não há nada como a nossa casinha, mas esta lisboeta tornou-se num lar que nunca esperei que fosse.
Lisboa trouxe-me presentes. Amizades que sinceramente nunca esperei obter, pessoas tão doidas como eu (se não mais!). Ainda não me sinto adulta, mas com cada passo que dou, experiencio novidades que fazem de mim mais madura. Se eu soubesse antes que a mãe tinha razão no que dizia! Bem, nem tudo (mas isso é segredo)!!
Criei uma rotina que tornou para mim mais fácil adaptar-me – acordar, preparar, autocarro, faculdade, autocarro novamente, casa, comer, estudar, dormir. No início, as saudades não eram muitas, odiava andar de um lado para o outro entre Leiria e Lisboa, mas era uma obrigação que tinha que cumprir já que me submetera ao Ensino Superior na capital. Depois de dois meses, começaram a apertar… ir para Lisboa era um suplício, ainda não tinha amizades bem definidas e parecia que nada me esperava lá. Tinha um namorado em casa e uma vida escolar no outro lado (é desnecessário dizer que não correu lá muito bem porque me sentia agrilhoada a um sítio que cada vez menos parecia meu).


Leiria mudou tanto desde a minha partida, é verdade, já nem parece mais a minha linda Leiria. Passei dezoito anos a viver nela intacta, para a ver agora mudar completamente aos meus olhos em alguns meses. Não é mais minha, mas Lisboa entrou no meu coração. Se fosse há um ano atrás, a conversa seria totalmente diferente, mas aqui estou hoje de opiniões mudadas. Tenho orgulho de quem sou hoje, aprendi tanto em só um ano e só espero que aprenda muito mais nos próximos três. Só agradeço o esforço dos meus pais por satisfazerem o meu capricho de estudar fora de casa e agradeço também às amizades novas que possibilitaram que isso fosse tão mais divertido. Obrigada por tudo!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Felicidade Ali ao fundo do túnel

Sinto que és a melhor coisa que alguma vez a vida me deu. Nunca senti nada assim antes - esta ligação de quase simbiose com alguém. Sinto-me como uma gémea siamesa da tua essência. 
O ditado popular é que "os opostos se atraem". Não podia achar isso mais parvo do que realmente acho. Se eu quisesse falar constantemente de maquilhagem e tu de carros, acho que as coisas não resultariam lá muito bem. Fiquemos pelo LoL, pela música, pelos filmes e por tudo o resto (que fica entre nós).
Emanas um "je ne sais quoi" que, p'los Deuses, amava saber porque tanto me fascina. Que se passa comigo que um simples sorriso teu puxa pelo meu e vice-versa? Não é apenas felicidade, é compreensão mútua. Não receio silêncio nenhum que dure mais que cinco minutos. Olhar nos teus olhos e vê-los como que sorrir para mim dizem-me muito mais que os teus doces lábios abrirem para proferirem apenas as coisas mais perfeitas de sempre. Curioso como a fase de lua de mel já acabou, em que como discutimos regularmente, mas como chegamos sempre a consenso, nunca pousando a cabeça na almofada para dormir sem tudo estar equilibrado.
Podia descrever uma lista detalhada de tudo o que gosto em ti. Poder podia, mas de que vale? Eu gosto de tudo mesmo. Da tua teimosia (que apesar de teimosia, é parte do teu caráter), da tua mariquice gozona (sim, o teu "gay interior" é só hilariante), da tua voz de "Cookie Monster" ou da falha de barba entre o bigode e a bochecha. 
És perfeitamente imperfeito. Apoderaste-te da minha vida apesar de saber que não foi essa a tua intenção. Sonho poder no futuro ter tudo o que faz falta agora contigo. 
Quem sabe se um dia o engenheiro e a enfermeira não partem para conquistar o mundo e o coração de todos? As dúvidas, querido, vamos enterrá-las todas, uma por uma, a seu tempo. Eu amo-te.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

"Escolhe o que a vida tem de melhor"

Rir. Talvez seja mesmo a coisa mais importante nesta nossa humilde existência. Para mim significa total felicidade. É tão bom voltar a rir desta maneira. Sentir o gozo duma boa piada na pele. Sempre procurei felicidade como esta e andava completamente às escuras na minha busca. Agora percebo que não significa que preciso de alguém ao meu lado que ma dê. É felicidade que só depende de mim mesma. Quem me dera ter encontrado esta fonte da juventude mais cedo. Aliás, quem me dera ter de facto procurado mais cedo. Estava antes demasiado preocupada em encontrar uma relação que me satisfizesse a necessidade de ser feliz.
Finalmente percebi que a felicidade vem primeiro e a relação depois. Tenho os meus defeitos, os meus tiques, as minhas manias, mas amo-me a mim mesma. Vivo comigo há demasiado tempo para não me acostumar ao meu sinal na coxa esquerda, à minha cicatriz no umbigo ou ao meu riso estranho de quando estou realmente em plenitude comigo mesma. Eu amo viver e, se há dois anos atrás, queria que tudo acabasse, neste momento não podia estar mais oposta a essa hipótese (que já nem uma hipótese é!)!
Viver sozinha para mim agora é como mel, é doce e faz-me bem. Se antes tinha medo de estar sozinha com os meus pensamentos, agora ando nos percursos de autocarro mais longos só para apreciar a paisagem enquanto me regalo com a minha mente em introspeção.
Jurava que era impossível chegar a esta serendipidade (sim, cadeira de investigação, isto eu decorei! Pena que foi mesmo só isto!). Muitos sonhos meus não se tornaram realidade e, mesmo assim, ninguém me pára. Encontrei novos, reformulei as minhas ideias e aqui estou eu, numa serenidade incrível, neste estado zen. 
Adoraria passar a mensagem a todas as pessoas que andam de rastos porque mais uma relação foi por água abaixo, porque mais uma coisa na vida correu mal e parece tudo impossível. Na realidade, só parece... Desistir é para quem não tem força de espírito suficiente para lutar pelo que quer e pelo que necessita. 
E assim acabo este post com a frase da publicidade que eu mais aprecio neste momento: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?".