sábado, 12 de janeiro de 2019

A minha Natureza

Por vezes esqueço-me deste sentimento de calma que a natureza me traz. Viver em plena sinfonia industrial que a Capital acarreta fez-me esquecer de que o devagar também existe. Nem tudo tem que ser numa eterna correria em que ninguém ganha a maratona. 
O que tomei por mais garantido foi o Sol. Algo tão natural e latente nos nossos dia-a-dias. Curioso como me esqueci de me relembrar diariamente do calor aconchegante de um nascer do sol a bater na nossa pele, da luminosidade que aclara todas as cores das ruas. Tinha-me esquecido de viver sem dar conta disso.
Parece-me estúpido, mas também me esqueci da falta que a cor verde faz na minha vida. O verde dos prantos vazios de "cidadanias" e de mão humana, os campos que nada escondem, só vida a que não damos importância por entre as suas ervas selvagens.   
Cada vez mais me apercebo que não sou miúda de cidade e, sinceramente, andei enganada durante uns tempos, mas nunca o fui. Digo isto sabendo, perfeitamente ciente, de que em breve me mudarei para uma cidade muito maior num país completamente diferente. Mas não importa, sei que é a próxima paragem da minha carruagem, mais uma entre futuramente muitas. Na minha essência, mantenho-me nómada, na procura e demanda da minha finalmente casa. Ainda não sei o que procuro, mas sei que o vou encontrar. Porque quem procura e luta, é quem encontra e tem resultados. E eu, garanto, sou uma aventureira de espírito e não receio o mundo, não mais do que ele me deve recear a mim. Porque aqui vou eu, Mundo! Prepara-te.