quarta-feira, 29 de abril de 2015

Alone in the world

Tenho tendência para me colocar no meio das situações mais caricatas possíveis. Não sei se será porque sou demasiado amigável ou simplesmente ingénua, mas algumas pessoas conseguem quase tudo de mim, talvez até desse os meus sapatos calçados se me prometessem que era importantíssimo e uma questão de vida ou de morte (coisa que dificilmente seria, não é?).
Caio que nem um patinho pelas palavras amigáveis que no fundo só têm malícia. Uma pessoa tenta ajudar e sai mais queimada que a que precisava de ajuda. Mas nem é isso que me incomoda tanto. É a falta do mínimo de agradecimento por parte da outra pessoa. Estás ali a dar tudo o que tens para, ao fim do dia, receberes apenas um virar de costas e um monte de loiça que não é tua para lavar...
A amizade hoje em dia é apenas uma fachada para duas pessoas que querem coisas uma da outra. Porém, eu não sou assim, se alguma vez fui, lamento imenso, porque não deveria de estar no meu melhor juízo. Para mim, uma amizade é alguém que te ajuda quando precisas e que te dá a palavra certa mesmo quando não a queres ouvir. Mas já quase ninguém pensa como eu. 
Estou com vontade de me voltar a fechar ao mundo. Pensas que conheces alguém e depois vem a outra faceta que tinha estado escondida o tempo todo. És tão iludida durante a "amizade" toda que é incrível como não te faltam literalmente os olhos da cara. É assim tão difícil encontrar alguém como nós próprios no mundo?

quinta-feira, 16 de abril de 2015

E deixares-me em paz?

Esta é a última vez que me dirijo a ti. No início, podia jurar que ódio seria uma palavra demasiado forte para ti, que era só desprezo e um nojo pela tua falta de amor-próprio. Até pensei que chegarias à mesma conclusão que eu - que nada do que dissesses me faria mudar de ideias e que isto era o fim.
Mas os dias passaram e tu insistias, o meu desprezo começou a crescer, olhei para o passado e apercebi-me do quão pouco me significas, que és só um empecilho e que por mais manipulação que me fizesses, eu nunca iria ceder.
Tu, por mais chato e insistente que fosses, nunca irias ter mais uma oportunidade. Tu és um péssimo ser humano, não respeitas o que te peço e perdeste todo o respeito que eu poderia ter por ti. Nem sei sequer porque me estou a preocupar com isto, talvez seja a minha maneira de fechar o capítulo, mas estou aqui a escrever, cheia de raiva, a pensar no que não foste para mim, no tempo que desperdicei quando podia ter estado a aproveitar tão mais a vida. 
Pois bem, fica aqui o apelo pelo mínimo do teu orgulho que reste. Pára, pensa na tua vida e, se queres pensar em mim, pensa em como eu não sou feliz com essa tua teimosia, em que, se em tempos era fofa, agora é merda. Desculpa a sinceridade, mas depois de tanto tempo e de tantos SMS bloqueados que apareciam no meu telemóvel, a minha cordialidade ficou à porta.
Só de ver o teu nome, uma onda de náuseas cobre-me de cima a baixo. Ódio é realmente a palavra certa para descrever a tua escolha de atitudes. Até os amigos em comum que tenho contigo ficam na dúvida, quem apoiar?
Tudo o que tinhas de positivo saltou, quase literalmente, de um prédio abaixou e morreu, sim, porque restaram apenas os defeitos de que nunca gostei.
Talvez este pequeno testamento finalmente te espete nessa tua cabeça oca que não existe mais eu e tu, aliás, agora que penso nisso, nunca houve, era ilusão minha, tentando recuperar o coração que tinha perdido há pouco tempo. Só por isso peço desculpa, o resto - tu mereces.

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